A Abordagem Homeopática e o Medo de ir ao Consultório Dentário

Analisando o decálogo de orientações publicada pela ADA American Dental Association (dentro de uma visão homeopática aplicada a Odontologia), orientando o cirurgião dentista no manejo da ansiedade e do medo dos pacientes, alguns com receio moderado e outros com quadros típicos de pânico, diante de uma necessidade de um atendimento odontológico, e que nos motivou a apresentar e divulgar a abordagem da Homeopatia, como um recurso terapêutico no atendimento a pacientes.
Para a homeopatia, além das constatações e dos exames realizados a partir de uma anamnese, investigasse detalhadamente o paciente através de suas queixas, para saber precisamente em que situações ele se difere dos outros que possuem o mesmo diagnóstico clínico, mas que faz deste enfermo um indivíduo em particular.
Aqui está a grande diferença, entre as terapêuticas, pois, enquanto uma generaliza todos os casos e os classifica em grandes categorias, a homeopatia individualiza cada caso, porque possui meios próprios que lhe permitem isso.
Para o Homeopata, o mais importante é o interrogatório feito ao enfermo, tanto é que Hahnemann, no Organon da arte de curar (Livro de Filosofia e Doutrina Homeopática) dedica 37 parágrafos a este tema. O interrogatório deve ser metódico, devendo-se evitar perguntas diretas, que forcem respostas como um sim ou um não, deve evitar também a indução de resposta ou perguntas que obriguem escolha entre alternativas, deixando o paciente completamente livre para sua resposta. A linguagem usada pelo profissional deve ser bastante acessível.
O profissional deve também falar o menos possível, apenas o necessário, só para deixar o paciente mais à vontade, procurando entender o seu medo ou qualquer outra manifestação. Deve ainda cuidar, de não dirigir as perguntas por um caminho que leve a uma determinada resposta, induzindo a eleger um medicamento, e que muitas vezes não apresenta similitude com o indivíduo..
É comum os pacientes questionarem sobre as perguntas que se faz, pois aqueles que estão conhecendo a homeopatia, não estão acostumados com profissionais, em especial cirurgiões dentistas, que façam perguntas como:
-Certas pessoas sofrem quando suas coisas não estão meticulosamente em ordem, e você?
- Como você suporta a espera?
Não é comum o profissional querer saber com tanto interesse, sobre a vida em família, no trabalho, seu comportamento, caráter e etc..
As perguntas que se fazem podem estar como que agrupadas em:
Sintomas Mentais:
Ou seja, perguntas que forneçam como respostas a maneira como reagem às suas emoções, alegrias e tristezas, preocupações, ciúmes, medos, humor, contrariedades e etc…
Sintomas Gerais:
Nos dão conta do indivíduo todo, com suas reações a todas as influências externas: calor, frio, movimento, correntes de ar, etc…
Sintomas Locais :
Importantíssimos por serem manifestações, formas e sensações peculiares do sentir de cada um.
Se as respostas obtidas satisfazem plenamente, caracterizando o indivíduo em questão, se parte então para a repertorização, ou seja, procurar no Repertório, os medicamentos que podem ter estes sintomas.
Repertório significa lista, catálogo, coleção; é portanto um índice de sintomas, organizados para uma consulta rápida, onde todos os medicamentos que possuem os mesmos sintomas se agrupam.
Se for encontrado um medicamento que se repete com mais freqüência, relacionados aos sintomas fornecidos pelo paciente, este será o medicamento que provavelmente, mais se adequa a ele.
Como já dissemos anteriormente, faz parte de nossa formação vermos o paciente dividido e assim sendo, caminharmos pelo imediatismo, tentando resolver apenas o problema que se apresenta.
Entre nós, cirurgiões dentistas, a prática que mais comumente encontramos é o organicismo. Então acaba-se, por exemplo, usando-se medicamentos com indicação para essa ou aquela patologia, mas se ao invés disso, tivermos a possibilidade de uma consulta com o interrogatório completo, com certeza traremos muito mais benefícios a esta pessoa que pode ter uma melhora geral e não só uma solução paliativa para um problema do momento.
E é por esse motivo que comumente ouvimos: “A homeopatia não trata a doença, mas sim o doente”; acontece que pessoas que passam por um mesmo distúrbio acabam tomando medicações diferentes, ou seja, medicações que se assemelham mais aos quadros apresentados.
Cada um de nós passa por problemas e os vive a sua maneira, é por isso que vemos pessoas sofrerem por coisas que consideramos pequenas e outros passam por problemas considerados bem mais sérios, como se nada estivesse acontecendo. Isso é devido a uma sensibilidade própria de cada um, chamada de Idiossincrasia que encontramos definido no dicionário Aurélio da Língua Portuguesa como sendo “a maneira de ver, sentir e reagir, própria de cada um”.
Através das informações elaboradas através do decálogo, se faz um exercício de como pode se modalizar os sintomas dos pacientes diante do medo de ir ao consultório dentário, dentro de uma abordagem homeopática.
1- Quanto ao receio, a ansiedade, a tensão, onde o paciente expressa seus temores e angústias, procura-se compreender esta ansiedade, como se manifesta, em quais períodos do dia, se por transtornos por antecipação antecedendo o atendimento, se a ansiedade é devido a dor, se com medo, por ruído, se por preocupação acerca de sua saúde, se acompanhada de uma expressão facial ansiosa com transpiração na face. Pela angústia, se acompanhada de choro com lamentos e gemidos, com tremores, e também em determinados períodos do dia. Pelo pavor, percebendo sua apreensão e temor com medo de ir ao dentista, de sentir dores, de ser tocado, machucado, de operação, de coisas pontiagudas, de contágio (doenças contagiosas), de doença iminente, de que algo vá acontecer.
2 – Procure não marcar horários de consultas em épocas que você esteja estressado e preferencialmente agende consultas pela manhã, procura-se compreender os sintomas do paciente através de seu cansaço geral, fadiga, em determinados períodos do dia, por trabalhar, cansaço da vida, se seu humor é melhor pela manhã e assim se tornar mais colaborativo com o tratamento.
3 – Poderá também visitar o cirurgião dentista acompanhado de um parente ou de um amigo, para se sentir mais confiante e amparado, demonstrando assim o seu desejo de companhia e medo de ficar sozinho.
4 – Tente identificar a origem de seu medo e de seus receios. Se é trauma de infância ou pavor do barulho. Através deste sintomas, tentará se investigar possíveis situações de transtornos por choque, pela hipersensibilidade a ruídos agudos (alta-rotação) e por medo.
5 – … procure usar roupas mais confortáveis, evitando a utilização de blusas justas no pescoço e colarinhos apertados, o que demonstraria a melhora do paciente afrouxando as roupas e agravando toda sua sintomatologia com roupas justas e sob pressão das mesmas.
6 – Se possível faça consultas de curta duração, o que poderia também denotar uma certa impaciência do paciente, em determinados períodos do dia, por dor, sentado, com agitação, situações que diferenciam-se de paciente para paciente.
7 – Fique calmo, procure relaxar durante o tratamento. Imagine que esteja frente a uma cena ou paisagem bastante agradável. Lembre-se de situações alegres que ocorreram ou que virão a ocorrer, esta situação se contada pelo paciente, nos mostraria situações onde ilusões ou visões de paisagens bonitas, pensamentos alegres e maravilhosos, apresentaria sensações descritas pelos pacientes de melhora de seu humor ou queixas orgânicas.
8 – Respire de forma profunda e compassadamente, contando suas respirações, aqui estará descrito um sensação de melhora da sintomatologia por uma respiração profunda, ou mesmo em ambientes arejados, ao ar livre, agravando seus sintomas em locais fechados.
9 – O medo do desconhecido aumenta sua tensão emocional. Procure discutir e conversar com o profissional…, situação que descreve a apreensão diante de coisas novas, de sofrer, da desconfiança em relação a um ato operatório a que será submetido, necessitando ser esclarecido e orientado.
10 – Quando terminar a consulta, deverá sentir-se orgulhoso de si mesmo por ter conseguido superar a sua crise de temor e de ter colaborado com o profissional. Orgulhoso e contente consigo mesmo, esquecendo seus males e dores, satisfeito pela conquista.
Toda esta avaliação sintomática, tem o objetivo maior de compreender e entender as diferentes maneiras como cada paciente adoece, tornando-o único e especial, para que se possa oferecer o melhor de nossa técnica, e na necessidade de uma prescrição, eleger o medicamento mais indicado a ele, fazendo do profissional que pratica a Homeopatia a oportunidade de realizar um exercício de relação paciente-profissional diferenciada.
Giorgi, Mario S. e Giorgi, Jussara Jorge

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CURSO DE CUIDADORES

 

CURSO INTENSIVO DE CUIDADOR

Seja um cuidador qualificado!

HUMANIZAÇÃO e QUALIDADE DE VIDA

Aprenda a trabalhar com pessoas que necessitam de cuidados especiais.

Muitas pessoas precisam de cuidados especiais e você pode adquirir os conhecimentos necessários para este trabalho. Com um cuidador devidamente qualificado é possível diminuir o período de internação hospitalar, de intercorrências e acidentes e melhorar sensivelmente a qualidade de vida desses pacientes.

 

O que é ser um cuidador

Cuidador é a pessoa, membro ou não da família, responsável por auxiliar nos cuidados do paciente em rotinas como alimentação, higiene, medicações e mudanças de posição.

A atuação do cuidador está diretamente ligada ao conforto, segurança e ampliação do convívio social do paciente, devendo portanto, ser considerado parte importante dentro da equipe médica e multidisciplinar.

Considerando a severidade de algumas patologias é indispensável que o cuidador receba orientações claras e práticas para o desempenho seguro dessas atividades, além de orientações para manter sua integridade fisica e emocional. .

Por que se tornar um cuidador capacitado?

Hoje a figura do acompanhante especializado carrega consigo a imagem de que é um elemento decisivo na aplicação dos cuidados e recomendações terapêuticas, devido ao aumento da sobrevida e da qualidade de vida de crianças, adultos e idosos com limitações, em tratamento domiciliar.

Muitos trabalhos tem demonstrado que no decorrer do tratamento dessa clientela, podem ocorrer complicações comuns ou de risco como, luxações por queda, escaras, engasgos que podem ser evitadas se  o cuidador for capacitado. Além disso, para muitas situações sociais, escolares ou recreacionais, esses pacientes dependem de auxílio e o cuidador ou acompanhante qualificado pode ser decisivo na humanização do atendimento.

FAÇA AGORA SUA RESERVA!

 

Data 31 de março de 2012( Sabado)
Horário
das 08h00 às 12h00 e das 13:30 às 17h30
 

Carga horária

8 horas
Vagas limitadas

Para participar do curso, siga as orientações e reserve sua vaga:

1. ligue para (11) 89381111 e ou por email: odontocare@terra.com.br e faça sua reserva.

2. Aguarde por e-mail ou contato telefônico a confirmação de sua reserva e o envio do boleto  bancário  primeira parcela e efetivando assim sua matrícula no curso.

Tem alguma dúvida? Precisa de maiores informações? Entre em contato por e-mail ou ligue para (11) 89381111


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CUIDANDO DOS DENTINHOS – MATÉRIA REVISTA DOSES MÍNIMAS



 

Contato:

Dra. Jussara Giorgi

jusjg@terra.com.br

 

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