Mastigação correta beneficia a saúde dos dentes e o sistema digestivo

Ao assistir a excelente matéria do Programa Bem Estar, resolvi comentar sobre a importância da mastigação na prevenção da  má oclusão. Quando instalo um aparelho ortopédico na boca de crianças, adolescentes e adultos, oriento os pacientes quanto a necessidade de avaliação de um fonoaudiológo para a orientação e correção de possíveis erros mastigatórios em função do tipo de alimentação utilizada. É importantíssimo o trabalho multidisciplinar para o tratamento integral daquele que nos procura.

Leiam a matéria

Duvidas e orientações, escrevam

abs

Dra. Jussara Jorge-Giorgi

Você já parou para analisar a maneira como você mastiga os alimentos? A mastigação é o primeiro processo da digestão e, se feita de maneira errada, pode causar diversos problemas. No Bem Estar desta terça-feira (3), a endocrinologista Cintia Cercato e a fonoaudióloga Adriana Bueno de Figueiredo explicaram e deram dicas para a mastigação correta.

O padrão ideal de mastigação, segundo a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, é a bilateral. Ela pode ser simultânea ou alternada, com movimentos verticais e de rotação de mandíbula. A mastigação correta beneficia o tônus muscular da boca e da língua, a saúde dos dentes e o bom funcionamento do sistema digestivo. Além disso, previne as alterações nas arcadas dentárias, os distúrbios da Articulação Temporomandibular (ATM) que podem causar dores crônicas de cabeça, fragmenta os alimentos de maneira correta, o que ajuda na digestão e aumenta a sensação de saciedade.

Existem vários motivos que levam a uma mastigação incorreta: correria do dia-a-dia, estresse, problemas odontológicos (má oclusão, mordida cruzada, sensibilidade, obturação desgastada), distúrbios na Articulação Temporomandibular (ATM), fraqueza dos músculos responsáveis pela mastigação, alterações morfológicas como cicatrizes nos lábios entre outros. Além disso, alterações respiratórias como rinite e desvio de septo, que causam obstrução da respiração nasal e exigem a respiração pela boca, também podem provocar a má mastigação.

Nas crianças, o desenvolvimento da mastigação começa desde o primeiro dia de vida com a amamentação. A força que o bebê faz para sugar o leite trabalha o tônus muscular e é um importante estímulo para o desenvolvimento ósseo e para uma futura mastigação.

Facilitar a alimentação da criança mantendo por tempo muito prolongado a dieta pastosa, por exemplo, pode levar a conseqüências graves no futuro porque desequilibra o tônus muscular das estruturas moles como o lábio, a língua e as bochechas.

Este desequilíbrio pode levar a uma deformação das arcadas dentárias (como a mordida aberta ou cruzada) e pode também colaborar para uma alteração na conformação da face no caso de uma predisposição genética, além de levar a criança a ter problemas de fala como a incapacidade de articular determinados fonemas.

Nos adultos, a mastigação incorreta também pode provocar esse desequilíbrio, com conseqüências diretas na ATM, da qual as funções dependem do equilíbrio e da relação de forças entre vários músculos. Uma condição desfavorável ao trabalho desta articulação por tempo prolongado pode levar a um quadro de inflamação articular e a pessoa pode sentir dor localizada durante a mastigação e dores irradiadas de cabeça, cervicais e de ouvido. Também é muito comum nesses casos a presença de estalos e ruídos durante a mastigação ou zumbido nos ouvidos.

Outra conseqüência para o adulto é a má digestão que pode causar desconforto após as refeições com sensação de estômago muito cheio, dores abdominais, sonolência, arrotos, enjoos e até vômitos. Quando a mastigação é correta, a produção de saliva é mais eficiente e ajuda a formar um bolo alimentar mais coeso e fácil de ser deglutido. Quando isso não ocorre, precisamos da ajuda de líquidos como água, refrigerantes e sucos para “empurrar” a comida, o que também colabora para a má digestão.

 

Além disso, para a saciedade, é mais importante que o bolo alimentar seja mantido sobre os entres de trituração, o que aumenta a pressão interoclusal. A força mastigatória ativa os receptores dos ligamentos periodontais que enviam informações a um centro de saciedade no cérebro. Quando comemos muito rápido, não é possível realizar a mastigação corretamente, portanto a força mastigatória é menor ou inexistente, não há estimulo dos ligamentos periodontais e os receptores de saciedade não são ativados.

 A manutenção do equilíbrio muscular das partes moles do sistema mastigatório é importante durante toda a vida, para prevenir futuros distúrbios que podem surgir após a terceira idade. A dificuldade de mastigar seja por falta de dentes, problemas com a prótese dentária ou fraqueza dos músculos da boca pode levar à desnutrição. Algumas pessoas deixam de comer carne, por exemplo, e podem ter anemia pela falta de ferro.

Na mastigação, cada dente tem sua função. Os incisivos (da frente) servem para cortar os alimentos; os pré-molares têm a função de triturar a comida e os molares (do fundo) servem para pulverizar o bolo alimentar. A língua ajuda a lateralizar os alimentos. A mandíbula precisa ter um movimento vertical e circular e a mastigação deve ser de forma alternada: ora de um lado ora de outro, não se deve mastigar só de um lado o tempo todo.

Na fase de abertura da boca, com a queda da mandíbula, há um relaxamento dos músculos levantadores e uma contração dos abaixadores. Em seguida, ocorre o fechamento da mandíbula com contração dos músculos levantadores e o relaxamento dos abaixadores. Neste momento, ocorre a fase oclusal, que é o golpe mastigatório propriamente dito.

A língua, as bochechas e os lábios são responsáveis pela escolha, transporte e distribuição das partículas maiores de alimento nas superfícies dos dentes. Esse desempenho depende da qualidade e consistência do alimento.

Os movimentos mandibulares são tridimensionais. Em uma visão frontal, a mandíbula desce para o lado que está sem o alimento (chamado de passivo) atingindo 2 cm de abertura e, em seguida, cruza a linha média para o lado que contém o alimento (chamado de ativo) e por fim eleva-se novamente, fechando a boca até atingir a posição cêntrica para fazer o golpe mastigatório.

Inicialmente, os movimentos mandibulares são apenas de abertura e fechamento, no sentido vertical. Após determinado nível de trituração, os movimentos mandibulares ocorrem de forma rotatória.

A fonoaudióloga Adriana Bueno de Figueiredo entrevistou 200 pessoas e separou 80 sem problemas odontológicos para analisar a mastigação de cada uma delas. Dessas 80, ela dividiu em dois grupos: 40 obesos e 40 com peso ideal. A pesquisa revelou que entre os obesos ocorreu um maior número de alterações funcionais. Eles mastigaram mais de um lado só, não fizeram a movimentação correta da mandíbula e tinham uma tonicidade menor dos lábios, das bochechas e da língua (acúmulo de gordura).

Um estudo que fez a análise da distribuição do alimento na cavidade oral em pessoas saudáveis com dentição natural e completa mostrou que 10% apresentam mastigação bilateral simultânea (realizada dos dois lados ao mesmo tempo), 75% a mastigação bilateral alternada (ora de um lado, ora do outro) e 15% possuem o padrão mastigatório exclusivamente unilateral direito ou esquerdo.

Para identificar uma mastigação errada ou ineficiente, é primordial que se dê atenção ao próprio bolo alimentar. Pedaços muito grandes de alimento, desconforto ou necessidade de utilização do líquido na hora de engolir já são sinais importantes de que a função não está sendo realizada corretamente. Outro fator importante é o desconforto ou dor durante a mastigação na região das bochechas ou da ATM. Estalos ou ruídos nos ouvidos também são sinais de que algo está errado.

Demorar muito tempo para mastigar não significa que a pessoa está mastigando bem. Muitas vezes a língua não coordena o alimento sobre os dentes para fazer a trituração e o bolo alimentar fica sendo jogado de um lado para o outro da boca até ser amolecido pela própria língua e engolido com dificuldade ou com auxílio de líquido.

Um exercício bem simples para fortalecer a musculatura envolvida na mastigação é fazer uma vitamina de frutas bem grossa,e tomá-la com um canudinho bem fininho, de duas a três vezes por semana. Este procedimento exige força muscular dos lábios, da língua e das bochechas ao mesmo tempo.

Outra dica muito simples é procurar consumir alimentos menos cozidos como cenoura, beterraba, pepino ou brócolis para exigir mais da musculatura mastigatória. Mas atenção: pessoas com dores na região das bochechas ou da ATM não devem realizar estes procedimentos sem orientação prévia. Veja abaixo mais algumas dicas para a mastigação correta:

Dicas
- Coloque na boca uma quantidade de alimento que permita uma mastigação confortável
- Ao mastigar, preste atenção em qual lado está a comida. Após engolir, coloque a outra porção do alimento do outro lado
- É possível ter alimento dos dois lados da boca ao mesmo tempo. O mais importante é que a língua sempre deve direcionar o bolo alimentar para a superfície dos dentes correspondentes: pedaços maiores nos pré-molares e à medida que eles vão ficando menores são jogados para os molares
- A mastigação deve começar com movimentos verticais da mandíbula, que abre e fecha. A partir da metade do tempo da mastigação, os movimentos devem ser rotatórios para pulverizar o alimento.

FONTE: G1

Popularity: 4% [?]

A Abordagem Homeopática e o Medo de ir ao Consultório Dentário

Analisando o decálogo de orientações publicada pela ADA American Dental Association (dentro de uma visão homeopática aplicada a Odontologia), orientando o cirurgião dentista no manejo da ansiedade e do medo dos pacientes, alguns com receio moderado e outros com quadros típicos de pânico, diante de uma necessidade de um atendimento odontológico, e que nos motivou a apresentar e divulgar a abordagem da Homeopatia, como um recurso terapêutico no atendimento a pacientes.
Para a homeopatia, além das constatações e dos exames realizados a partir de uma anamnese, investigasse detalhadamente o paciente através de suas queixas, para saber precisamente em que situações ele se difere dos outros que possuem o mesmo diagnóstico clínico, mas que faz deste enfermo um indivíduo em particular.
Aqui está a grande diferença, entre as terapêuticas, pois, enquanto uma generaliza todos os casos e os classifica em grandes categorias, a homeopatia individualiza cada caso, porque possui meios próprios que lhe permitem isso.
Para o Homeopata, o mais importante é o interrogatório feito ao enfermo, tanto é que Hahnemann, no Organon da arte de curar (Livro de Filosofia e Doutrina Homeopática) dedica 37 parágrafos a este tema. O interrogatório deve ser metódico, devendo-se evitar perguntas diretas, que forcem respostas como um sim ou um não, deve evitar também a indução de resposta ou perguntas que obriguem escolha entre alternativas, deixando o paciente completamente livre para sua resposta. A linguagem usada pelo profissional deve ser bastante acessível.
O profissional deve também falar o menos possível, apenas o necessário, só para deixar o paciente mais à vontade, procurando entender o seu medo ou qualquer outra manifestação. Deve ainda cuidar, de não dirigir as perguntas por um caminho que leve a uma determinada resposta, induzindo a eleger um medicamento, e que muitas vezes não apresenta similitude com o indivíduo..
É comum os pacientes questionarem sobre as perguntas que se faz, pois aqueles que estão conhecendo a homeopatia, não estão acostumados com profissionais, em especial cirurgiões dentistas, que façam perguntas como:
-Certas pessoas sofrem quando suas coisas não estão meticulosamente em ordem, e você?
- Como você suporta a espera?
Não é comum o profissional querer saber com tanto interesse, sobre a vida em família, no trabalho, seu comportamento, caráter e etc..
As perguntas que se fazem podem estar como que agrupadas em:
Sintomas Mentais:
Ou seja, perguntas que forneçam como respostas a maneira como reagem às suas emoções, alegrias e tristezas, preocupações, ciúmes, medos, humor, contrariedades e etc…
Sintomas Gerais:
Nos dão conta do indivíduo todo, com suas reações a todas as influências externas: calor, frio, movimento, correntes de ar, etc…
Sintomas Locais :
Importantíssimos por serem manifestações, formas e sensações peculiares do sentir de cada um.
Se as respostas obtidas satisfazem plenamente, caracterizando o indivíduo em questão, se parte então para a repertorização, ou seja, procurar no Repertório, os medicamentos que podem ter estes sintomas.
Repertório significa lista, catálogo, coleção; é portanto um índice de sintomas, organizados para uma consulta rápida, onde todos os medicamentos que possuem os mesmos sintomas se agrupam.
Se for encontrado um medicamento que se repete com mais freqüência, relacionados aos sintomas fornecidos pelo paciente, este será o medicamento que provavelmente, mais se adequa a ele.
Como já dissemos anteriormente, faz parte de nossa formação vermos o paciente dividido e assim sendo, caminharmos pelo imediatismo, tentando resolver apenas o problema que se apresenta.
Entre nós, cirurgiões dentistas, a prática que mais comumente encontramos é o organicismo. Então acaba-se, por exemplo, usando-se medicamentos com indicação para essa ou aquela patologia, mas se ao invés disso, tivermos a possibilidade de uma consulta com o interrogatório completo, com certeza traremos muito mais benefícios a esta pessoa que pode ter uma melhora geral e não só uma solução paliativa para um problema do momento.
E é por esse motivo que comumente ouvimos: “A homeopatia não trata a doença, mas sim o doente”; acontece que pessoas que passam por um mesmo distúrbio acabam tomando medicações diferentes, ou seja, medicações que se assemelham mais aos quadros apresentados.
Cada um de nós passa por problemas e os vive a sua maneira, é por isso que vemos pessoas sofrerem por coisas que consideramos pequenas e outros passam por problemas considerados bem mais sérios, como se nada estivesse acontecendo. Isso é devido a uma sensibilidade própria de cada um, chamada de Idiossincrasia que encontramos definido no dicionário Aurélio da Língua Portuguesa como sendo “a maneira de ver, sentir e reagir, própria de cada um”.
Através das informações elaboradas através do decálogo, se faz um exercício de como pode se modalizar os sintomas dos pacientes diante do medo de ir ao consultório dentário, dentro de uma abordagem homeopática.
1- Quanto ao receio, a ansiedade, a tensão, onde o paciente expressa seus temores e angústias, procura-se compreender esta ansiedade, como se manifesta, em quais períodos do dia, se por transtornos por antecipação antecedendo o atendimento, se a ansiedade é devido a dor, se com medo, por ruído, se por preocupação acerca de sua saúde, se acompanhada de uma expressão facial ansiosa com transpiração na face. Pela angústia, se acompanhada de choro com lamentos e gemidos, com tremores, e também em determinados períodos do dia. Pelo pavor, percebendo sua apreensão e temor com medo de ir ao dentista, de sentir dores, de ser tocado, machucado, de operação, de coisas pontiagudas, de contágio (doenças contagiosas), de doença iminente, de que algo vá acontecer.
2 – Procure não marcar horários de consultas em épocas que você esteja estressado e preferencialmente agende consultas pela manhã, procura-se compreender os sintomas do paciente através de seu cansaço geral, fadiga, em determinados períodos do dia, por trabalhar, cansaço da vida, se seu humor é melhor pela manhã e assim se tornar mais colaborativo com o tratamento.
3 – Poderá também visitar o cirurgião dentista acompanhado de um parente ou de um amigo, para se sentir mais confiante e amparado, demonstrando assim o seu desejo de companhia e medo de ficar sozinho.
4 – Tente identificar a origem de seu medo e de seus receios. Se é trauma de infância ou pavor do barulho. Através deste sintomas, tentará se investigar possíveis situações de transtornos por choque, pela hipersensibilidade a ruídos agudos (alta-rotação) e por medo.
5 – … procure usar roupas mais confortáveis, evitando a utilização de blusas justas no pescoço e colarinhos apertados, o que demonstraria a melhora do paciente afrouxando as roupas e agravando toda sua sintomatologia com roupas justas e sob pressão das mesmas.
6 – Se possível faça consultas de curta duração, o que poderia também denotar uma certa impaciência do paciente, em determinados períodos do dia, por dor, sentado, com agitação, situações que diferenciam-se de paciente para paciente.
7 – Fique calmo, procure relaxar durante o tratamento. Imagine que esteja frente a uma cena ou paisagem bastante agradável. Lembre-se de situações alegres que ocorreram ou que virão a ocorrer, esta situação se contada pelo paciente, nos mostraria situações onde ilusões ou visões de paisagens bonitas, pensamentos alegres e maravilhosos, apresentaria sensações descritas pelos pacientes de melhora de seu humor ou queixas orgânicas.
8 – Respire de forma profunda e compassadamente, contando suas respirações, aqui estará descrito um sensação de melhora da sintomatologia por uma respiração profunda, ou mesmo em ambientes arejados, ao ar livre, agravando seus sintomas em locais fechados.
9 – O medo do desconhecido aumenta sua tensão emocional. Procure discutir e conversar com o profissional…, situação que descreve a apreensão diante de coisas novas, de sofrer, da desconfiança em relação a um ato operatório a que será submetido, necessitando ser esclarecido e orientado.
10 – Quando terminar a consulta, deverá sentir-se orgulhoso de si mesmo por ter conseguido superar a sua crise de temor e de ter colaborado com o profissional. Orgulhoso e contente consigo mesmo, esquecendo seus males e dores, satisfeito pela conquista.
Toda esta avaliação sintomática, tem o objetivo maior de compreender e entender as diferentes maneiras como cada paciente adoece, tornando-o único e especial, para que se possa oferecer o melhor de nossa técnica, e na necessidade de uma prescrição, eleger o medicamento mais indicado a ele, fazendo do profissional que pratica a Homeopatia a oportunidade de realizar um exercício de relação paciente-profissional diferenciada.
Giorgi, Mario S. e Giorgi, Jussara Jorge

Popularity: 6% [?]

CUIDANDO DOS DENTINHOS – MATÉRIA REVISTA DOSES MÍNIMAS



 

Contato:

Dra. Jussara Giorgi

jusjg@terra.com.br

 

Popularity: 6% [?]

SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline