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O piercing, usado historicamente por diferentes povos para representar motivos culturais, sociais ou religiosos, nos tempos modernos é utilizado principalmente pelo público jovem. O acessório pode ser aplicado na boca, nas orelhas, nariz, umbigo, mamilo e até na região genital.
As sequelas causadas pelo uso prolongado do piercing na língua, lábios, bochechas e na úvula (popularmente conhecida como campainha) vão desde a retração gengival, desgaste dos dentes, inflamações, infecções, formação de tártaros, mau hálito, excesso de salivação, dificuldade para engolir, falar e risco de hemorragia. “Além disso, o trauma contínuo e de baixa intensidade produzido por um objeto estranho ao corpo como o piercing, potencializado pelo consumo de álcool, fumo ou genética, pode levar ao câncer bucal”, afirma a dentista.
A Associação Brasileira de Odontologia também alerta que nem sempre os estabelecimentos que colocam as peças seguem as normas da Vigilância Sanitária e de esterilização, o que favorece a transmissão de hepatite e Aids. “Se mesmo com todas estas implicações a pessoa ainda tiver vontade de colocar um piercing, fica a dica para procurar boas referências do profissional, observar se o material é descartável e se o local cumpre as normas de segurança e higiene”.
O piercing na cavidade bucal exige cuidados especiais de higiene. “A higienização adequada envolve a retirada do piercing após todas as refeições, sua escovação cuidadosa e lavagem em solução de clorexidina diluída a 0,12% e bochechos com soluções antissépticas”.
Devido às possíveis complicações e riscos causados pela utilização do piercing, recomendamos a não utilização do acessório. Não é recomendável colocar o piercing, há mais riscos do que satisfação. Mas, caso o paciente relute e apareçam sintomas, a indicação é procurar o cirurgião dentista o mais rápido possível.
Dra. Jussara Jorge-Giorgi
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É um tipo de câncer que geralmente ocorre nos lábios (mais freqüentemente no lábio inferior), dentro da boca, na parte posterior da garganta, nas amígdalas ou nas glândulas salivares. É mais freqüente em homens do que em mulheres e atinge principalmente pessoas com mais de 40 anos de idade. O fumo, combinado com o excesso de bebida alcóolica, é um dos principais fatores de risco.
Se não for detectado de maneira precoce, o câncer bucal pode exigir tratamentos que vão da cirurgia (para a sua remoção) à radioterapia ou quimioterapia. Este câncer pode ser fatal, com uma taxa de sobrevivência de cinco anos de 50%*. Uma das razões pelas quais este prognóstico é tão negativo é o fato de que os primeiros sintomas não serem reconhecidos logo. O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento.
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Quais os sintomas deste tipo de câncer?
Nem sempre é possível visualizar os primeiros sinais que indicam a existência do câncer bucal, o que aumenta a importância das consultas regulares com o dentista ou o médico. Seu dentista foi preparado para detectar os primeiros sinais do câncer bucal. Contudo, além das consultas regulares, é preciso que você fale com seu dentista se perceber qualquer dos sinais abaixo:
Como evitar o câncer bucal?
Se você não fuma nem masca tabaco, não comece a fazê-lo. O uso do tabaco é responsável por 80 a 90% das causas de câncer bucal.
Sua saúde bucal está em perigo cada vez que você acende um cigarro, um charuto ou um cachimbo. Com esta atitude, suas chances de desenvolver câncer na laringe, na boca, na garganta e no esôfago aumentam. Comomuitas pessoas não notam ou simplesmente ignoram os sintomas iniciais, o câncer bucal muitas vezes se espalha antes de ser detectado.
O melhor a se fazer é não fumar nem usar quaisquer outros produtos derivados do tabaco. Quando uma pessoa pára de usar esses produtos, mesmo depois de vários anos de consumo, o risco de contrair câncer bucal se reduz significativamente. O consumo excessivo de bebidas alcoólicas também aumenta o risco de câncer bucal. A combinação fumo/álcool torna esse risco ainda muito maior.
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Como se trata o câncer bucal?
Depois do diagnóstico, uma equipe de especialistas (que inclui um cirurgião dentista) desenvolve um plano de tratamento especial para cada paciente. Quase sempre a cirurgia é indispensável, seguida de um tratamento de radio ou quimioterapia. É essencial entrar em contato com um profissional que esteja familiarizado com as mudanças produzidas na boca por essas terapias.
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Que efeitos colaterais a radioterapia produz na boca?
Quando a radioterapia é usada na área de cabeça e pescoço, muitas pessoas experimentam irritação ou ressecamento da boca, dificuldade de deglutir e perda do paladar. A radiação também aumenta o risco de cáries e, por isso, é muito mais importante cuidar bem da boca e da garganta neste período.
Converse com seu dentista e seu médico oncologista sobre os problemas bucais que você possa ter durante ou depois do tratamento. Antes de começar a radioterapia, não se esqueça de discutir com seu dentista os possíveis efeitos colaterais e a forma de evitá-los.
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Como manter a saúde bucal durante a terapia?
Use uma escova macia depois das refeições e fio dental diariamente. Evite condimentos e alimentos ásperos como vegetais crus, nozes e biscoitos secos. Evite o fumo e o álcool. Para não ficar com a boca seca os doces e chicletes não devem conter açúcar.
Antes de começar a radioterapia, consulte seu dentista e faça uma revisão completa dos seus dentes e peça ao dentista para conversar com seu oncologista.
* Guia completo para um melhor cuidado dos dentes”, Jeffrey F. Taintor, D.D.S., M.S. e Mary Jane Taintor, 1997.”** Instituto Nacional do Câncer, “O que você deve saber sobre o câncer de boca.” Última revisão, 28 de set. 1998. (1) Compêndio da Educação Contínua em Odontologia 1[Compendium of Continuing Education in Dentistry] , Vol. 19, #1 outono, 2000.
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