FIQUE ATENTO AS ALTERAÇÕES DOS TECIDOS EM SUA BOCA

Pode o sexo oral contribuir para o aparecimento do câncer de boca?

A princípio a resposta a essa pergunta pode parecer simples e descabida, mas não é. Partindo-se da premissa que o HPV (Papilomavírus humano) é o principal agente causador do câncer de colo de útero, estando presente em mais de 95% dos casos e que as mucosas do colo do útero e da cavidade bucal.

A infecção pelo HPV é considerada uma Doença Sexualmente Transmissível (DST) mais prevalente na população adulta, sendo inegável sua íntima relação com o aparecimento das neoplasias cervicais, pois segundo alguns autores pode estar presente em até 100% das pacientes portadores de câncer de colo de útero.

A principal via de transmissão do HPV é a sexual, tanto em homens quanto em mulheres. Existe ainda a possibilidade menos comum de transmissão por outras vias como a sanguínea, pelo canal do parto, pelo beijo e até por objetos contaminados ou vomites. Estima-se que de 10 a 40% da população sexualmente ativa são infectados por um ou mais subtipos de HPV, sendo que a maior parte destas lesões é transitória, ou seja, o sistema imunológico, produz anticorpos capazes de inibir a ação do vírus.

Na cavidade bucal, o papilomavírus está associado principalmente ao papiloma (tumor benigno de aspecto de “couve-flor”) e mais raramente à presença de verrugas vulgares e condiloma acuminado. A primeira referência da possibilidade de envolvimento do papilomavírus com as neoplasias bucais foi feita por Syrjanen em 1983, através da observação de alterações histológicas compatíveis com infecção viral associada ao tumor.

O câncer de boca é uma importante causa de mortalidade e morbidade no Brasil. Segundo dados do Inca a estimativa da incidência de casos novos de câncer bucal (CEC) para 2007, coloca o carcinoma bucal (CEC) numa posição de destaque tanto no sexo masculino, como no sexo feminino. Além disso, no Brasil infelizmente os casos são diagnosticados tardiamente, quando o prognóstico é pior e a chances de cura tornam-se mais difícil. Estima-se que cerca de 75% dos casos de câncer bucal sejam diagnosticados em fases avançadas, dificultando o prognóstico.

O tipo de câncer mais prevalente na cavidade bucal é o carcinoma espino-celular (CEC) representando aproximadamente 95% de todas as neoplasias malignas do complexo maxilo-mandibular.

Os fatores de risco para o câncer bucal são segundo o Inca o fumo, consumo excessivo de álcool, exposição à radiação solar (para neoplasias de lábio inferior) e trauma crônico.

E quanto ao sexo oral? Bem, sabendo que o HPV é um habitante freqüente das mucosas genitais como já se disse e que sua transmissão na boca ocorre também através de sexo oral, o risco em se adquirir o HPV por essa via é um fato real. Assim, a possibilidade posterior em desenvolver o CEC, é também real. Não se deseja com isso, interferir ou amedrontar as atividades sexuais e prazerosas entre pessoas. Mas é inegável que a cumplicidade, prevenção, conhecimento sobre a doença e acima de tudo fidelidade entre os parceiros é fundamental. Quanto maior a promiscuidade, maior e a chances de infecção pelo HPV. Portanto, as relações sexuais devem e podem ser realizadas de forma destemida, desde que algumas condições sejam relevadas, como por exemplo a prevenção. Em época de AIDS e outras DST, todo cuidado deve ser redobrado.

 

 

Dra. Jussara Jorge Giorgi

Estomatologista

Fonte: Prof. Dr. Artur Cerri

 

Assista também o vídeo no link abaixo

http://www.youtube.com/watch?v=dd5VF4JfuL8feature=player_embedded

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A IMPORTÂNCIA DO AUTO EXAME BUCAL

 

O Auto-Exame da Boca

O objetivo do auto-exame é identificar lesões precursoras do câncer de boca. Deve ser realizado em  um local bem iluminado, diante do espelho. Devem ser observados sinais como mudança na cor da pele e mucosas, endurecimentos, caroços, feridas, inchações, áreas dormentes, dentes quebrados ou amolecidos e úlcera rasa, indolor e avermelhada.

Atenção!
  • Lave bem a boca e remova próteses dentárias se este for o caso.
  • De frente para o espelho, observe a pele do rosto e do pescoço. Veja se encontra algum sinal que não tenha notado antes. Toque suavemente com as pontas dos dedos todo o rosto.
Puxe o lábio inferior para baixo, expondo a sua parte interna (mucosa). Em seguida, apalpe todo o lábio. Puxe o lábio superior para cima e repita a palpação.
  • Com a ponta do dedo indicador, afaste a bochecha para examinar a parte interna da mesma. Faça isso nos dois lados.
  • Com a ponta do dedo indicador, percorra toda a gengiva superior e inferior.

  • Introduza o dedo indicador por baixo da língua e o polegar da mesma mão por baixo do queixo e procure palpar todo o assoalho da boca.
  • Incline a cabeça para trás e abrindo a boca o máximo possível, examine atentamente o céu da boca. Palpe com o dedo indicador todo o céu da boca. Em seguida diga ÁÁÁÁ… E observe o fundo da garganta.

  • Ponha a língua para fora e observe a parte de cima. Repita a observação com a língua levantada até o céu da boca. Em seguida puxando a língua para esquerda, observe o lado esquerdo da mesma. Repita o procedimento para o lado direito.
  • Estique a língua para fora, segurando-a com um pedaço de gaze ou pano, apalpe em toda a sua extensão com os dedos indicadores e polegar da outra mão.
  • Examine o pescoço. Compare os lados direito e esquerdo e veja se há diferenças entre eles. Depois, apalpe o lado esquerdo do pescoço com a mão direita. Repita o procedimento para o lado direito, palpando com a mão esquerda. Veja se existem caroços ou áreas endurecidas.
  • Finalmente, introduza o polegar por debaixo do queixo e apalpe suavemente todo o seu contorno inferior.
O QUE PROCURAR
  1. Mudança na cor da pele e mucosas
  2. Partes endurecidas
  3. Caroços e abcessos
  4. Feridas que não cicatrizam dentro de 14 dias
  5. Inchaços
  6. Áreas dormentes
  7. Dentes amolecidos
  8. Dificuldade em engolir, falar ou mastigar.
Auto Exame do Câncer de Boca
Todas as regiões da boca devem ser examinadas. Procure um espelho em um local bem iluminado e observe:
  • lábios;
  • língua (principalmente as bordas);
  • assoalho (região em baixo da língua);
  • gengivas;
  • mucosa jugal (bochecha);
  • palato (“céu da boca”);
  • tonsilas ou amígdalas.

ASSISTA AO VÍDEO DE NOSSA COLEGA PROFA. DULCE H. CABELHO PASSARELLI

CANCER BUCAL

abs

Dr. Mario Giorgi

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Hoje é o dia do beijo, mas vale algumas recomendações.

Beijar é bom, demonstra afeto, paixão e amor, mas tome alguns cuidados.

Atualmente nossa sociedade incorporou o hábito de “ficar”, no qual pode-se beijar várias pessoas, geralmente desconhecidas, em uma mesma balada. O hábito do beijo na boca, visto por muitos como algo inofensivo, trás o perigo da transmissão de várias doenças, inclusive as sexualmente transmissíveis.

A gengivite, por exemplo, é uma infecção bacteriana que teve sua incidência aumentada nos últimos anos, provavelmente em decorrência do hábito de “ficar”. A bactéria causadora da temida cárie dental, é o streptococcus mutans, que pode ser transmitida pelo beijo na boca.

Além das bactérias, o beijo também pode transmitir vírus causadores de doenças. Uma dessas doenças, a mononucleose que recebeu o nome popular  de “doença do beijo”. Mononucleose é causada pelo vírus Epstein-Barr (VEB) e que depois de um período de incubação de 30 a 45 dias, a pessoa pode permanecer com vírus para sempre no organismo. Mononucleose pode ser uma doença assintomática ou apresentar sintomas que incluem: fadiga, dor de garganta, tosse, inchaço dos gânglios, perda de apetite, inflamação do fígado e hipertrofia do baço. Outra doença por vírus mais conhecida e também transmitida pelo beijo, é o herpes labial. Essa doença é provocada pelo vírus herpes simplex e pode causar bolhas e feridas nos lábios e pele ao redor da boca.

Cuide-se !!!

Dr. Mario Sergio Giorgi

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