Porque não oferecer chupeta ao bebê?

Basta ouvir o chorinho do bebê para a mãe se lembrar da  chupeta, achando que com ela irá acalmá-lo. E na grande maioria das vezes, dá impressão que funciona mesmo. Porém, existem outras maneiras de tranquilizar uma criança, sem oferecer prejuízos ao seu desenvolvimento físico e emocional.  O bebê tem uma grande  necessidade  de sugar, principalmente nos primeiros meses de vida. E essa necessidade , só é realmente saciada quando ele mama no peito.

Também conhecida como “cala-te boca” e “me deixa em paz”,  a chupeta não ganhou esses apelidos por acaso. O choro é a única forma do bebê se expressar  e ele irá fazê-lo, seja por fome, cólica ou apenas necessidade de colo e atenção.

Nos três primeiros meses de vida, a criança tem muita cólica, o que incomoda, e muito. Mas quando ela suga o peito da mãe, libera substâncias analgésicas,  diminuindo a dor.  Está aí, um dos motivos para sugar com frequência.

O uso da chupeta pode criar alterações no crescimento e desenvolvimento das estruturas da boca de seu filho. Por isso, não ofereça a chupeta a seu filho. Uma vez que isso acontece, ele pode ficar dependente dela.

A  chupeta é uma grande vilã, tanto para a mãe quanto para o filho. Nos primeiros dias de  vida, a criança precisa  aprender a sugar, porém,  quando a mãe oferece umaa chupeta, o bebê percebe a diferença,  o que acaba por confundí-lo no aprendizado da sucção do peito, tão necessária.

Faça  uma visita ao odontopediatra pois ele pode ajudar a esclarecer dúvidas e angústias sobre a chupeta. Caso os pais não tenham feito uma visita ao odontopediatra, durante o período de gestação do bebê,  é conveniente, que após seu nascimento, antes mesmo dos dentes erupcionarem,  que os pais  levem seu filho para uma consulta, a fim de receber orientações para estes primeiros meses e também  para  acostumar a criança a essa nova experiência.

Lembre-se, prevenir é sempre melhor e será ainda mais, quando fizermos com segurança e conhecimento.

Mais orientações, estou a sua disposição

abs

Dra. Jussara Jorge-Giorgi

Odontopediatra

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Conheça os mitos e as verdades do flúor

No Congresso Internacional de Odontologia do Centenário, em São Paulo, os professores-doutores da Unicamp esclareceram dúvidas sobre flúor.

Há mais de meio século, o Brasil começou a implementar a estratégia de maior sucesso usada em saúde publica no mundo para o controle da cárie dentária: a adição de flúor ao tratamento da água de abastecimento público. Os professores-doutores Jaime Aparecido Cury e Livia Maria Andaló Tenuta, ambos da Faculdade de Odontologia da Unicamp, falaram sobre o “Flúor: mitos e realidade de seu uso coletivo, pessoal, profissional e das suas combinações”, durante o Congresso Internacional de Odontologia do Centenário, promovido pela APCD – Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas, no Expo Center Norte. Seguem algumas questões ligadas ao flúor, que geram perguntas entre profissionais e leigos.

O que é o flúor?

O flúor é uma substância natural encontrada largamente na natureza na forma de gás, de ácidos e de minerais, o qual tem sido usado mundialmente na prevenção de cárie dentária.

Como o flúor atua no controle da cárie?
A cárie é provocada por dois fatores: a organização de bactérias bucais na superfície dos dentes (formando a chamada placa bacteriana ou biofilme dental) e a exposição frequente à açúcares da dieta. O açúcar é transformado em ácidos pelo biofilme dental, dissolvendo os minerais dos dentes por um processo chamado de desmineralização. A desmineralização é parcialmente reparada pela saliva por um processo inverso, conhecido por remineralização. Se o flúor estiver presente na boca ele reduz a desmineralização e ativa a remineralização dos dentes reduzindo o efeito final do processo de desenvolvimento de cárie.

Quais são os meios de aplicação de flúor?
Existem meios coletivos, individuais, profissionais e suas combinações. A fluoretação das águas de abastecimento público é um meio de uso coletivo do flúor no Brasil. Pela Lei Federal nº 6.050/74, as cidades com estação de tratamento de água fluoretar a água. Os meios individuais incluem dentifrícios e soluções para bochecho diário. Há produtos para a aplicação profissional e materiais restauradores liberadores de flúor.
Dependendo do caso, o cirurgião-dentista pode recomendar o uso combinado dos meios de flúor para pessoas que têm dificuldade para controlar o processo de cárie (gente com alta exposição a carboidratos fermentáveis (em geral sacarose), que usa aparelho ortodôntico, têm pouca saliva devido ao uso de medicamentos etc). Um exemplo de uso combinado é fazer a escovação com dentifrício fluoretado e bochecho com solução fluoretada. Do mesmo modo, a aplicação de flúor pelo cirurgião-dentista é recomendada para pacientes que não fazem auto-uso de flúor, quer seja por questão de comportamento ou deficiência física ou mental.

Qual a concentração de flúor na água fluoretada? Existe alguma forma de se calcular essa concentração referente à quantidade da população de determinado local?
A concentração de flúor a ser adicionada na água é feita segundo cálculo matemático que considera a temperatura média anual da localidade. Se as pessoas bebem mais água porque está mais calor, a concentração do flúor na água deve ser menor. No Brasil, por ser um país tropical, a concentração “ótima” de flúor na água da maioria das cidades é de 0,7 ppm (mg/L).

Pode-se aumentar ou diminuir a concentração de flúor na água de acordo com o índice de cárie na população?
Não. Em locais com alta prevalência de cárie, uma maior concentração de flúor não é indicada porque irá aumentar a fluorose dentária – único efeito colateral da água fluoretada, que ocorre durante a formação dos dentes. A fluorose é percebida pelo aparecimento de linhas brancas transversais nos dentes. Já uma menor concentração reduz o efeito anticárie do flúor.

A pessoa que vive em uma cidade com água fluoretada, mas bebe água mineral, não se beneficia com a fluoretação?
Mesmo quem não consome água de abastecimento público fluoretada é beneficiada, porque geralmente cozinha com essa água. Assim, refeições com arroz-feijão cozidos com água fluoretada são responsáveis por 50% da quantidade de flúor ingerido por dia.

Crianças menores de dois anos podem usar dentifrícios fluoretados?
O flúor em creme dental é essencial para controlar a cárie. A criança que não usa dentifrício fluoretado estará sendo privada do benefício anticárie do flúor. Para diminuir o risco de fluorose, deve-se se usar uma pequena quantidade (igual a um grão de arroz cozido) de dentifrício de concentração convencional (1000-1100 ppm de flúor) e a escovação deve ser supervisionada pelos responsáveis pelas crianças até que elas possam se cuidar de si próprias, um processo educativo como qualquer outro. Infelizmente, ao invés de educar, há certa pressão pelo uso de dentifrício sem flúor ou de baixa concentração.

Como dentistas homeopatas orientamos a utilizar uma pequena quantidade de creme dental, pois assim você não utiliza uma quantidade maior de flúor, já que a água de abastecimento já contém flúor. Abs

Dra. Jussara Giorgi e Dr. Mario Giorgi

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Higiene bucal inadequada pode causar complicações em gestantes

Oito entre dez gestantes apresentam algum tipo de problema bucal.

O número de gestantes que apresentam problemas bucais é alarmante e exige atenção. Segundo estimativas da Secretaria de Estado da Saúde, oito entre dez gestantes apresentam algum tipo de alteração bucal, como placa bacteriana, cárie e gengivite.

A saúde bucal da gestante está diretamente ligada aos possíveis problemas da gestação. A higiene bucal inadequada pode acarretar sérios problemas sistêmicos, como risco de aborto, prematuridade e nascimento do bebê com baixo peso.

Durante a gravidez, devido às grandes mudanças hormonais, são maiores as chances das mulheres apresentarem problemas bucais, principalmente quando se soma à presença da placa bacteriana. Por isso, os cuidados essenciais em qualquer fase da vida devem receber atenção redobrada neste período, em que há maiores chances de a mulher se preocupar mais com a própria gestação do que com seu corpo.

Vejas as dicas:

• Antes de programar a gestação, visitar o cirurgião-dentista para uma revisão da saúde bucal.

• Fazer a escovação após casa refeição, com creme dental fluoretado.

• Usar o fio dental ao menos na escovação noturna.

• Utilizar água de abastecimento público que é fluoretada, contendo a quantidade necessária para uma dose diária, não havendo necessidade de qualquer suplementação de flúor via oral.

• Cuidados com a alimentação, dando preferência aos alimentos duros, secos e fibrosos, incluindo na dieta boa quantidade de frutas e vegetais, além de alimentos ricos em vitamina A, C e E e suplementação com ácido fólico.

• Incluir alimentos ricos em cálcio, importante para a gestação por motivos diversos de proteção à saúde de mãe e filho, mas também para os dentes, uma vez que a necessidade de cálcio aumenta durante a gestação.

• Evitar doces e refrigerantes.

• Visitar o cirurgião-dentista periodicamente para revisão bucal e, quando necessário, remoção profissional da placa bacteriana e do tártaro, o que ajuda a manter a saúde bucal

Dra. Jussara Jorge-Giorgi

Fonte: Melhor Amiga

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