Quem diria que até o começo do século 20 não existia um instrumento específico para limpar os dentes?
Saiba como os humanos cuidavam da boca antes dessa invenção e como ela evoluiu até ficar como a conhecemos hoje. Escovar os dentes é um habito tão corriqueiro que fica difícil imaginar nossa rotina sem ele. Os especialistas recomendam que a escovação seja feita pelo menos três vezes ao dia, especialmente logo após as refeições.
Mas e quando as escovas não existiam? O que era feito para higienizar os dentes depois de comer? Segundo o Nacional Museum of Dentristy (Museu Nacional de Odontologia), de Baltimore, nos Estados Unidos, os cuidados dos homens com a saúde bucal começaram ainda na pré-história.
“Escavações arqueológicas encontraram lascas de ossos e ossos finos e longos de peixe em área que não eram covas, o que sugere que o homem pré-histórico já tinha uma preocupação em retirar restos de alimentos presos nos dentes”, diz o curador do museu, Scoot Swank.Arqueólogos descobriram também que pequenos galhos com a ponta desgastada eram usados pelos homens na Babilônia para limpar os dentes e os gregos e romanos usavam um pó abrasivo com o mesmo objetivo.“Eles faziam uma mistura de conchas pulverizadas, pedra pomes e muitas outras coisas para fazer a higienização”, diz Scoot.
Foi somente no inicio do século 20 que dentistas começaram a criar instrumentos que pudessem cumprir essa função. As primeiras tentativas foram feitas com borracha e formatos variados. Em 1935, com o surgimento no náilon, o produto ficou mais durável e passou a ser produzido em escala industrial. Ao mesmo tempo, a preocupação com a higiene bucal aumentou muito, especialmente depois do surgimento da televisão e do cinema. “Todos queriam ter um sorriso de Hollywood e isso ajudou muito”, diz. Hoje em dia, quase um século depois, escovas de diferentes tamanhos e formatos – algumas até com motor – estão sempre disponíveis nas prateleiras. É só escolher.
Fonte: www.vipi.com.br
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