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Dra. Jussara Giorgi
jusjg@terra.com.br
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Oito entre dez gestantes apresentam algum tipo de problema bucal.
O número de gestantes que apresentam problemas bucais é alarmante e exige atenção. Segundo estimativas da Secretaria de Estado da Saúde, oito entre dez gestantes apresentam algum tipo de alteração bucal, como placa bacteriana, cárie e gengivite.
A saúde bucal da gestante está diretamente ligada aos possíveis problemas da gestação. A higiene bucal inadequada pode acarretar sérios problemas sistêmicos, como risco de aborto, prematuridade e nascimento do bebê com baixo peso.
Durante a gravidez, devido às grandes mudanças hormonais, são maiores as chances das mulheres apresentarem problemas bucais, principalmente quando se soma à presença da placa bacteriana. Por isso, os cuidados essenciais em qualquer fase da vida devem receber atenção redobrada neste período, em que há maiores chances de a mulher se preocupar mais com a própria gestação do que com seu corpo.
Vejas as dicas:
• Antes de programar a gestação, visitar o cirurgião-dentista para uma revisão da saúde bucal.
• Fazer a escovação após casa refeição, com creme dental fluoretado.
• Usar o fio dental ao menos na escovação noturna.
• Utilizar água de abastecimento público que é fluoretada, contendo a quantidade necessária para uma dose diária, não havendo necessidade de qualquer suplementação de flúor via oral.
• Cuidados com a alimentação, dando preferência aos alimentos duros, secos e fibrosos, incluindo na dieta boa quantidade de frutas e vegetais, além de alimentos ricos em vitamina A, C e E e suplementação com ácido fólico.
• Incluir alimentos ricos em cálcio, importante para a gestação por motivos diversos de proteção à saúde de mãe e filho, mas também para os dentes, uma vez que a necessidade de cálcio aumenta durante a gestação.
• Evitar doces e refrigerantes.
• Visitar o cirurgião-dentista periodicamente para revisão bucal e, quando necessário, remoção profissional da placa bacteriana e do tártaro, o que ajuda a manter a saúde bucal
Dra. Jussara Jorge-Giorgi
Fonte: Melhor Amiga
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Na odontologia os cuidados são os mesmos para todos os pacientes sejam ou não portadores de necessidades especiais. Além de todos estes cuidados, alguns PNE necessitam outras atenções, em acordo com suas deficiências e potencialidades. Aqueles que têm dificuldade motora precisam de ajuda de outras pessoas para realizarem higiene bucal. Outros, que têm dificuldade de entendimento, precisam de instruções repetitivas de higiene, até que possam assimilar estas tarefas.
Tratar de doenças que exigem acompanhamento constante e de deficiências físicas ou mentais é uma tarefa muitas vezes desgastante. Nem por isso, porém, as idas regulares ao dentista podem ser preteridas. Ao contrário: quem sofre de doenças como diabetes, hemofilia ou hepatite C e outros com necessidades especiais devem receber atenção redobrada para a saúde da boca. Como o organismo é mais vulnerável, uma inflamação na gengiva e até uma simples cárie podem se transformar em focos de infecção, por exemplo, ou provocar dores e desconfortos que pioram o quadro geral do paciente.
Em que idade deve ser levado ao cirurgião dentista?
Na erupção do primeiro dente, é recomendável ir ao consultório dentário,onde será analisada as atenções especiais deste paciente, segundo suas necessidades.
Quais as possibilidades de um PNE ter dentição normal?
Apenas alguns PNE com certas características especiais (síndromes) apresentam alterações de forma e número dentário. A maioria tem dentição semelhante a outros pacientes, que pode ser normal ou anormal, segundo suas características genéticas ou adquiridas.
Dra. Jussara Jorge-Giorgi
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