Piercings, devo coloca-los na boca ou lábios? Quais os riscos?

Quero voltar a esse assunto, pois a demanda pela colocação de piercings  principalmente pelo público jovem, aplicado na boca tem aumentado consideravelmente.
As  sequelas causadas pelo uso prolongado do piercing na língua, lábios, bochechas e na úvula (popularmente conhecida como campainha) vão desde a retração gengival, desgaste dos dentes, inflamações, infecções, formação de tártaros, mau hálito, excesso de salivação, dificuldade para engolir, falar e risco de hemorragia. “Além disso, o trauma contínuo e de baixa intensidade produzido por um objeto estranho ao corpo como o piercing, potencializado pelo consumo de álcool, fumo ou genética, pode levar ao câncer bucal”, afirma a dentista.
Aproveito para divulgar um vídeo muito ilustrativo da Dra. Dulce Cabelho, apresentando as sequelas dos mesmos, assista:

 

 

Piercings e Sequelas

 

O piercing na cavidade bucal exige cuidados especiais de higiene. “A higienização adequada envolve a retirada do piercing após todas as refeições, sua escovação cuidadosa e lavagem em solução de clorexidina diluída a 0,12% e bochechos com soluções antissépticas”.
Devido às possíveis complicações e riscos causados pela utilização do piercing, recomendamos a não utilização do acessório. Não é recomendável colocar o piercing, há mais riscos do que satisfação. Mas, caso o paciente relute e apareçam sintomas, a indicação é procurar o cirurgião dentista o mais rápido possível.

 

Dra. Jussara Jorge-Giorgi

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PIERCING: Cuidado!!!, pois o acessório na boca pode causar sequelas

O piercing, usado  historicamente por diferentes povos para representar motivos culturais, sociais ou religiosos, nos tempos modernos é utilizado principalmente pelo público jovem. O acessório pode ser aplicado na boca, nas orelhas, nariz, umbigo, mamilo e até na região genital.
As  sequelas causadas pelo uso prolongado do piercing na língua, lábios, bochechas e na úvula (popularmente conhecida como campainha) vão desde a retração gengival, desgaste dos dentes, inflamações, infecções, formação de tártaros, mau hálito, excesso de salivação, dificuldade para engolir, falar e risco de hemorragia. “Além disso, o trauma contínuo e de baixa intensidade produzido por um objeto estranho ao corpo como o piercing, potencializado pelo consumo de álcool, fumo ou genética, pode levar ao câncer bucal”, afirma a dentista.
A Associação Brasileira de Odontologia também alerta que nem sempre os estabelecimentos que colocam as peças seguem as normas da Vigilância Sanitária e de esterilização, o que favorece a transmissão de hepatite e Aids. “Se mesmo com todas estas implicações a pessoa ainda tiver vontade de colocar um piercing, fica a dica para procurar boas referências do profissional, observar se o material é descartável e se o local cumpre as normas de segurança e higiene”.

O piercing na cavidade bucal exige cuidados especiais de higiene. “A higienização adequada envolve a retirada do piercing após todas as refeições, sua escovação cuidadosa e lavagem em solução de clorexidina diluída a 0,12% e bochechos com soluções antissépticas”.
Devido às possíveis complicações e riscos causados pela utilização do piercing, recomendamos a não utilização do acessório. Não é recomendável colocar o piercing, há mais riscos do que satisfação. Mas, caso o paciente relute e apareçam sintomas, a indicação é procurar o cirurgião dentista o mais rápido possível.

Dra. Jussara Jorge-Giorgi

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